Cadê o riso? Quem levou tua esperança criança?
Onde está? Quem roubou a pura calma da tua alma?
Pobre criança, o que o tempo fez contigo? Essa cidade tão fria esfriou teu coração.
Pobre criança, de alma tão leve que até o mais feroz dos animais se curva.
Encostar no teu peito é como ouvir a calmaria do mar enquanto uma onda quebra.
Pobre menina, tão doce. Sentir o gosto amargo fel em teus lábios não é a coisa mais agradável de se ver.
Me rasga o peito sentir em teu abraço o bater de um coração de beija-flor.
ahh pequena flor! Esse brilho nos teus olhos estão foscos, o que te ocorre? Como te socorre?
Tu merece mesmo um porre! ahh bonitinha, que saudade do teu sorriso sincero.
Vem logo que te espero! De alma leve, limpa. Vem cá ser feliz.
- Dorotheia
Desabafar em versos é respirar submerso.
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