Coisas de Tae
terça-feira, 3 de junho de 2014
Estupro
Ontem me fizeram uma lavagem.
Fui sentida de dentro pra fora. Nao foi espontâneo. Foi introduzido.
Fere, difere, despreza.
O prazer da dor, mesmo não haverá prazer. Não suportar mas suportar a dor.
Sintéticos, suporto, encontro. O que não se deve procurar.
Mente verde. Frio e dor.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Ruiva de cima a baixo
cabelos ruivos legítimos ela os põe em movimento e pergunta “meu rabo continua gostoso?” que comédia. há sempre uma mulher para salvar você de outra e assim que ela o salva está pronta para destruí-lo. “às vezes eu odeio você”, ela disse. afastou-se e foi se sentar na minha varanda para ler meu exemplar do Catulo, e ficou por lá cerca de uma hora. as pessoas passavam de lá pra cá em frente à minha casa se perguntando como um cara tão velho e feio podia arranjar uma beldade daquelas. nem eu sabia. assim que ela entrou eu a puxei para o meu colo. ergui meu copo e lhe disse, “beba isso”. “oh”, ela disse, “você misturou vinho com Jim Beam, logo vai ficar safado” “você passa hena nos cabelos, não?” “você não enxerga nada”, ela disse e se levantou e baixou suas calças e a calcinha e os pêlos lá embaixo tinham a mesma cor dos cabelos lá em cima. o próprio Catulo não poderia ter desejado graça mais histórica ou magnífica, depois ele se enamorou de rapazolas insuficientemente loucas para se tornarem mulheres.
Ruiva de cima a baixo – Charles Bukowski
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Um Comum de Dois
Parece-me um desconhecido
Te via todos os dias e agora, quando te vejo nao te enxergo mais.
Erro meu.
Mania.
De querer prosperar e querer sempre sozinha.
Não há dois se for um
ou, se um se for.
Meio limão, meia laranja
Combinação perfeita.
Só o tempo não cooperou.
-Dorotheia
Te via todos os dias e agora, quando te vejo nao te enxergo mais.
Erro meu.
Mania.
De querer prosperar e querer sempre sozinha.
Não há dois se for um
ou, se um se for.
Meio limão, meia laranja
Combinação perfeita.
Só o tempo não cooperou.
-Dorotheia
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Cadê o riso? Quem levou tua esperança criança?
Onde está? Quem roubou a pura calma da tua alma?
Pobre criança, o que o tempo fez contigo? Essa cidade tão fria esfriou teu coração.
Pobre criança, de alma tão leve que até o mais feroz dos animais se curva.
Encostar no teu peito é como ouvir a calmaria do mar enquanto uma onda quebra.
Pobre menina, tão doce. Sentir o gosto amargo fel em teus lábios não é a coisa mais agradável de se ver.
Me rasga o peito sentir em teu abraço o bater de um coração de beija-flor.
ahh pequena flor! Esse brilho nos teus olhos estão foscos, o que te ocorre? Como te socorre?
Tu merece mesmo um porre! ahh bonitinha, que saudade do teu sorriso sincero.
Vem logo que te espero! De alma leve, limpa. Vem cá ser feliz.
- Dorotheia
Onde está? Quem roubou a pura calma da tua alma?
Pobre criança, o que o tempo fez contigo? Essa cidade tão fria esfriou teu coração.
Pobre criança, de alma tão leve que até o mais feroz dos animais se curva.
Encostar no teu peito é como ouvir a calmaria do mar enquanto uma onda quebra.
Pobre menina, tão doce. Sentir o gosto amargo fel em teus lábios não é a coisa mais agradável de se ver.
Me rasga o peito sentir em teu abraço o bater de um coração de beija-flor.
ahh pequena flor! Esse brilho nos teus olhos estão foscos, o que te ocorre? Como te socorre?
Tu merece mesmo um porre! ahh bonitinha, que saudade do teu sorriso sincero.
Vem logo que te espero! De alma leve, limpa. Vem cá ser feliz.
- Dorotheia
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Feiras, carros, bancas, Samu, carro forte, cadeira de rodas e taxis. Praças, bancas, feiras, estaçoes, relogios, falta tempo.
Chuva, guarda chuvas, aguas embalsamadas. Igrejas, coqueiros, escadas e muros. Trabalhos, artesaos, pontos de ônibus.
Pisca alertas, cones, sinal vermelho, nao ultrapasse.
Meios de comunicaçao, falta de aperto de mao.
Janelas, guardinhas, pontes e viadutos. Linhas de trem gente que vai e vem. Nao temos tempo.
O relógio diz que a qualidade do ar esta boa, mas nao consigo respirar, meu pulmao enche mas ainda sim me falta. Ar. Amor. Amar.
Cimento, ferro e maos de calo.
Futebol, bandeiras, torcedores.
Ja tem arvores de natal. Logo logo a selva acende.
Mais um dia na capital.
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