domingo, 27 de janeiro de 2013
Falando de dores
Um dia eu fiz uma bobagem de deixar uma grande amizade porque queria uma unica pessoa ao meu lado. O final da historia todo mundo ja conhece. Durou mais algum tempo até que aquele amigo me deixasse e a unica pessoa que eu queria tambem. Dai fiquei ali, sozinha, lamento a amizade, claro. Pra construir novamente o que tinha perdido, eu vi que nao dava mais, entao levantei a cabeça e recomecei, de outro modo. O que mais aprendi com tudo isso é que nunca, ninguem que eu queira do meu lado pra sempre, será mais importante que uma amizade sincera que cativei, posso perder muitos amores que virão, que na verdade nao me amarao a ponto de aceitar esta decisao, porque se fosse de verdade, seria amigo dos meus amigos. Desde aquele momento que um amigo se foi, aprendi que a dor é maior quando se perde um amigo do que quando alguem parte seu coração. Dor de amor a gente cura com cachaça, dor de amigo perdido não.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
"Se as aguas do mar da vida"
Dos negros pássaros que voam pelas sombras da minha tão breve morte, de cegonhas que levam vidas, meu barco perde uma vela, perde vento e força.
Estes mesmos pássaros que trazem e deixam sujeira, nesta terrena tristeza que ronda minha sombra, faz-me enxergar que a luz que falta, é a luz dos teus olhos; olhos estes que eu não conheci.
Olhos negros como os pássaros, sombrios, mas como pássaros em gaiolas que não podem aprender a voar. Asas mutiladas que preferem a sombra da morte, que o desencanto de nunca saber a essência de tal liberdade.
As ondas batem na proa do barco que não veleja, apenas caminha por entre as aguas, que flutua, que segue, que espera a tempestade finduosa, que dará paz aos pássaros que o seguem.
Morre mais um flor.
Estes mesmos pássaros que trazem e deixam sujeira, nesta terrena tristeza que ronda minha sombra, faz-me enxergar que a luz que falta, é a luz dos teus olhos; olhos estes que eu não conheci.
Olhos negros como os pássaros, sombrios, mas como pássaros em gaiolas que não podem aprender a voar. Asas mutiladas que preferem a sombra da morte, que o desencanto de nunca saber a essência de tal liberdade.
As ondas batem na proa do barco que não veleja, apenas caminha por entre as aguas, que flutua, que segue, que espera a tempestade finduosa, que dará paz aos pássaros que o seguem.
Morre mais um flor.
Lugar nenhum
De que lugar pertence quem nao pertence a lugar algum?
De onde veio quem não é de lugar algum?
De onde pode ser, quem sempre volta ao mesmo ponto, que é lugar algum?
De onde é e para onde vai, quem não é de lugar algum?
Ou será que esse lugar algum, talvez seja o seu lugar ? !
Doce amargo do mel, esse lugar algum.
De onde veio quem não é de lugar algum?
De onde pode ser, quem sempre volta ao mesmo ponto, que é lugar algum?
De onde é e para onde vai, quem não é de lugar algum?
Ou será que esse lugar algum, talvez seja o seu lugar ? !
Doce amargo do mel, esse lugar algum.
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