O outro coração é o que me pulsa, o que me bombeia o sangue, a vida, outras pessoas e outros encantos.
As vezes esse coração que bombeia faz tanto barulho que pareço não ouvir o pequenino, mas é só fechar os olhos e olhar pela janela que logo logo ela volta a fazer barulho. Já tentei fazer cirurgia pra tirá-lo, já tentei reza braba, já tentei tentar esquecer, mas em vão. Intacto.
Esse coração pequeno as vezes tem cheiro Galbe, as vezes é tão frio que congela o vizinho; às vezes aquece tanto que transpira a lingerie, vira noite de verão em dezembro.
As vezes eu nem sei porque ele ainda bate, bate lento, mas bate. Só posso dizer pra ele dormir, cuidar, se cuidar bem. Que um dia logo logo este coração encontra este alguém.
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